“A FIM DE PROCLAMAREM AS VIRTUDES DAQUELE QUE OS CHAMOU DAS TREVAS PARA A SUA MARAVILHOSA LUZ.”

A Editora Ultimato acaba de lançar o livro do ano: O Que É Missão Integral? escrito por René Padilla.

Claro que o lançamento chega na língua portuguesa com um pouco de atraso. É impressionante o descaso das editoras brasileiras com os escritores da américalatina.

Eu recomendo a leitura desse livro para todos os interessados em compreender o conceito da missão integral

Você pode visitar o Hotsite O que é Missão Integral? e obter todas as informações.

Pra quem não conhece René Padilla, leia abaixo o Sobre o Autor:

"Autor de O Que É Missão Integral?, C. René Padilla é um dos teólogos e pensadores protestantes latino-americanos mais conhecidos em todo o mundo. Nascido no Equador e residente em Buenos Aires, na Argentina, é fundador e presidente da Rede Miqueias. É bacharel em filosofia, mestre em teologia pelo Wheaton College, EUA, e doutor em Novo Testamento pela Universidade de Manchester, na Inglaterra.

É membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e diretor de Ediciones Kairos, editora ligada à Fundação Kairós. É ex-presidente internacional da Tearfund, e autor e organizador de vários livros publicados em vários idiomas (sendo que só três estão em português)."

Pra quem ainda não conhece Paul Tillich, pode dá uma lida no artigo abaixo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Paul Johannes Oskar Tillich (20 de agosto de 1886 – Chicago 22 de outubro de 1965) foi um teólogo alemão-estadounidense, um . Tillich foi contemporâneo de Karl Barth, um dos mais influentes teólogos protestantes do século XX.

Paul Tillich nasceu a 20 de agosto de 1886 em Starzeddel na Prússia Oriental. Estudou sucessivamente a filosofia e a teologia em Berlin, Tübingen e Halle, sendo contemporâneo de Karl Barth e Rudolf Bultmann. Suas teses foram dedicadas à filosofia religiosa de Schelling.

Ordenado pastor em 1912, participou da Primeira Guerra Mundial como capelão de guerra. Até 1933, lecionou em Berlin, Marburg, Dresden, Leipzig e Frankfurt, onde sucedeu a Max Scheler em 1929.

Desempenhou um papel importante na fundação da Escola de Frankfurt, tendo orientado a tese de doutorado de Theodor Adorno. Foi fundador, com um grupo de amigos, do movimento intelectual do "socialismo religioso".

Tendo perdido sua cátedra por causa de suas posições anti-nazistas, Tillich emigrou para os Estados Unidos em 1933, a convite dos amigos Reinhold e Richard Niebuhr. De 1933 a 1955, foi professor de Teologia Filosófica no Union Theological Seminary e na Columbia University (New York).

Depois, lecionou nas universidades de Harvard e de Chicago. Nesta última cidade, coordenou importantes seminários de estudos da religião com Mircea Eliade. Depois da Segunda Guerra, fez freqüentes viagens a Europa para cursos e conferências. Recebeu o prêmio da paz dos editores alemães em 1962.

Obras em português
  • A coragem de ser (The Courage to be). Trad. Eglê Malheiros, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1972.
  • Dinâmica da fé (Dynamics of Faith). Trad. Walter O.Schlupp, São Leopoldo, RS, Editora Sinodal, 1985.
  • Teologia Sistemática (Systematic Theology). Trad. Getúlio Bertelli,São Paulo, Ed. Paulinas/São Leopoldo, Editora Sinodal, 1984.
  • História do pensamento cristão (A History of Christian Thought). Trad. Jaci Maraschin,São Paulo, ASTE, 1988.
  • Perspectivas da Teologia Protestante nos séculos XIX e XX (Perspectives on 19th and 20th Century Protestant Theology). Trad. Jaci Maraschin, São Paulo, ASTE, 1986.
  • A Era Protestante ( The Protestant Era). Trad. Jaci Maraschin, São Bernardo do Campo, Ciências da Religião e Traço a Traço Editorial, 1992.
  • Amor, poder e justiça. São Paulo: Novo Século, 2004.

O ser-humano faz algumas perguntas sobre a sua origem, sentido e destino, perguntas que ele é incapaz de respondê-las passivamente e sempre constrói sistemas de explicação da realidade, tais como a religião e a filosofia, para obter respostas adequadas ao seu desespero por carência de certezas.

A religião existe com esse sentido, ela deseja responder essas perguntas, é um sistema de explicação da vida, seu sentido e futuro.

No nosso caso (ocidentais), aceitamos o sistema explicatório da religião “cristã”. Por um certo período de tempo foi a religião inquestionável, considerada a melhor religião, mas hoje não. A idéia que após a morte pode haver vida eterna foi simplesmente "superada" por uma cosmovisão secularista que é o pano de fundo de uma "decadência moral" no nosso período histórico, que alguns, ironicamente, chamam de pós-modernidade.

Hoje, O inferno se tornou o lugar legal e o céu se tornou um lugar chato, sem nada para fazer, sem zuação, bebidas, festas, mulheres nuas e etc. No Céu “não tem nada” do que tanto valorizamos na terra (mesmo que esses “valores” não têm valor algum). Toda essa mudança é acompanhada pela abolição do dogma como absoluto senhor de nossas vidas e pensamentos. Nossas certezas foram arrancadas e agora só nos restaram dúvidas, ou seja, a resposta, cristã, tradicionalmente aceita para nossas perguntas tão pertinentes não são mais aceitas.

A igreja, “a dona da verdade”, capaz de decidir o futuro das pessoas, é uma instituição religiosa. Instituições são mecanismos de poder e manipulação. Elas roubam nossa liberdade, pois, elas promovem o medo quando são questionadas.

A igreja foi capaz de sistematizar o futuro das pessoas dando um sentido de vida que seja coerente com sua origem. De fato, o que pensamos sobre o nosso futuro é o que determina o sentido de vivermos e isso está em completa harmonia com o que pensamos sobre nossa origem. Mas esses fundamentos da religião cristã de nossa cultura ocidental estão sendo removidos e abalados pela já citada “pós-modernidade”. O certo é que sabemos que o nosso futuro é incerto. A história caminha para um buraco negro que nós, seres humanos, não somos capazes de discerni-lo, bom ou ruim.

É como a história de Abraão, um homem que foi enviado a uma terra que não conhecia. Ele foi reconhecido como o Pai da fé, Pai de muitas nações. De sua descendência surgiram as três maiores religiões monoteístas do mundo (judaísmo, islamismo e cristianismo). Tudo isso porque Abraão aceitou ser enviado por Deus, através de uma revelação, a um lugar que ainda não conhecia, ele foi desafiado a dar um salto de fé no escuro mundo do futuro, das coisas possíveis, mas ainda não reais. Ele confiou na palavra que Deus lhe deu, mas observe, essa palavra não foi por meio de um sistema de explicação, foi REVELAÇÃO, veio de Deus.

A revelação é uma antítese a religião. A revelação parte de Deus, ela vem do alto, a religião parte do homem tentando encontrar Deus, na revelação é Deus que vem até ao encontro do homem. A revelação dá-nos um sentido de vida que nos leva a conhecer o futuro e não temê-lo.

A revelação de Deus é em plenitude o homem Jesus, O Cristo. Através do conhecimento dessa revelação somos levados a uma mudança de cosmovisão capaz de transformar nossa vida em sua totalidade. A revelação restaura o homem e leva-o de volta a sua origem. Nosso destino é um pulo no escuro, e um salto de fé em direção ao futuro pode mudar nosso presente e dar-nos sentido pra vida.

“Com a globalização, nada, absolutamente nada, fica fora da competição global, e tudo, absolutamente tudo, vira mercadoria”.

Com a globalização o mundo se torna um grande supermercado de religiões. Como tudo vira mercadoria barata, surge a competição entre as religiões e igrejas. A religião se torna um produto, como um outro qualquer que se escolhe no supermercado, e que qualquer um pode adquirir, a qualquer momento com direito a diversidade e a preço de banana!

Para não perder o mercado é preciso ser criativo. É preciso inovar. “Para atrair”, como nos lembra Gedeon Alencar, “50, 200 ou 800 mil pessoas, só mesmo a ‘aeróbica de Jesus’, celebrada pelo padre Marcelo Rossi. Afinal, uma celebração com leitura de texto, pregação expositiva e hermenêutica apurada cansa, e poucos estão interessados1”.

Nas seções “protestantes”, se encontra uma diversidade muito grande. Batista, Presbiteriana, Metodista, Luterana, e muito mais... Na seção “teologia”, se encontra liberais, conservadores, fundamentalistas, evangelicais, ortodoxos,neo-ortodoxos, pentecostais e outros.

O desafio de cada igreja e qualquer religião é de fidelizar o cliente, se preferir pode chamar de crente. O que está cada vez mais difícil!

O número de “migrantes eclesiásticos” tem aumentado a cada dia2. Os clientes são exigentes, não querem ouvir certas pregações, deixar de fazer certas coisas e se misturar com certas pessoas. Então, se você é da igreja Assembléia de Deus, mas quer usar bermudas: é só você migrar para uma igreja Batista (ou tantas outras que aceitam). Não pára por aí: se você é homossexual e quer ser crente e casar na igreja você também tem o seu lugar, é só migrar pra igreja contemporânea ou outra, são várias que aceitam...

O mercado é competitivo e cada um com seus costumes, tradições e formas de entender a mesma bíblia e servir ao mesmo Deus. A disputa é pra dizer “quem está com a verdade”. E quem está? Quem tem coragem de afirmar que sua interpretação é verdadeira? E se todos estão com a verdade, ela não se torna relativa? E pior ainda, podemos ter certeza da verdade? Quem afirma ter a interpretação verdadeira, hoje, se torna arrogante3.

Mas o que o cristianismo em comum tem feito pra não perder seus clientes? O missiólogo René Padilla disse que: “Num mercado de ‘livres consumidores’ de religião, em que a igreja não tem a possibilidade de manter o monopólio, o cristianismo cultura4 adotou o recurso de reduzir sua mensagem ao mínimo, para tornar possível que todos os homens queiram ser cristãos. O evangelho assim se converte numa mercadoria cuja aquisição garante ao consumidor a posse dos valores mais altos: o êxito na vida e felicidade pessoal agora e sempre5”.

Para ganhar o maior número possível de adeptos, não basta ao cristianismo de supermercado fazer do evangelho um produto econômico. Necessita-se que ele seja distribuído entre o maior número possível de consumidores de religião. Vem daí a necessidade de se fazer métodos ‘eficientes’ como G12, R12, Princípio de Unidade Homogênea, Guerra Espiritual e etc. e, para isso, o século XX lhe providenciou um instrumento ideal: Tecnologia.

Hoje, infelizmente, já existem cultos on-line, redes de televisão e programas evangelicos6. O engraçado é ver aquelas denominações que antes proibiam ocupando a maior parte da manhã de sábado na Rede Tv7, pastores fazendo propagandas de um tal de cruzeiro evangélico. Será que perceberam que podem manter o status burguês e ser cristão ao mesmo tempo? É triste ligar a TV e se deparar com um programa da espécie de Ídolos (Programa exibido no SBT Record ), porém Gospel, na Tv Rit; as campanhas da igreja Universal do Reino de Deus e o Miss. R.R. Soares o dia inteiro na “telinha”. Quantos programas ruins e de péssima qualidade!

A imagem que esses programas e propagandas querem passar é de um cristão, homem de negócios, próspero, que encontrou a fórmula da felicidade, e que quer compartilhar com outros gratuitamente.

O ato de “aceitar a Cristo” é o meio para alcançar o ideal ‘boa vida’ sem custo algum. Mas qual o problema de usar a tecnologia a serviço do Reino e de se ter mais cristãos no mundo? Nenhum! A tecnologia e o dinheiro são neutros e “Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade8”. “O problema do cristianismo de supermercado, como nos mostrou René Padilla9, reside em sua equiparação do triunfo de Cristo com o crescimento quantitativo das conversões. Trata-se de um cristianismo antropocêntrico que reflete claramente o condicionamento da mentalidade tecnológica (...).” Uma manipulação do evangelho para obter êxito que conduz a uma escravização ao mundo e seus poderes10“.




Citações

1. Alencar. P. 113.

2. As religiões se assumem como as verdadeiras, portanto, condenam a migração. O problema se torna ainda maior quando acontece no caso da igreja. Já foram inventados vários apelidos para as pessoas que fazem tal mudança, “crente macaco que fica pulando de galho em galho” por exemplo. A pregação proselitista é outra arma contra a migração eclesiástica.

3. Os evangelhos contém palavras afirmativas quanto à verdade, ver JO. 14. 6.

4. Referência ao American Way of Life. Movimento que confundiu o estilo de vida norte-americana com a vida cristã. Entenderam que ser americano é o mesmo que ser cristão.

5. RenéPadilla. P.29

6. A televisão há pouco tempo era coisa do diabo. Ainda existem igrejas que proíbem o uso da televisão aos seus membros. Geralmente igrejas do interior, na zona rural. Pois lá se conserva a tradição e seus membros são, talvez, em sua maioria, gente que foi educada, na igreja, ouvindo que era pecado assistir televisão. A conversão desses significa uma ruptura com as coisas do mundo (como maquiagem, música secular, futebol, e etc).

7. Referência a Igreja Assembléia de Deus, que mantém um programa de divulgação apresentando livros da editora CPAD (Casa Publicadora Das Assembléias De Deus) na Rede Tv. Conheço igrejas da Assembléia que ainda condenam o uso da TV. O pecado se tornou um meio eficiente para divulgar o evangelho? Parece que sim, mas isso cheira Hipocrisia. O programa tem mesmo é um fim lucrativo, a pregação é um pretexto, muitas das vezes, para apresentar ao público o escritor do novo best-seller ou líder da igreja.

8. 1Tm. 2.4

9. René Padilla. P.30

10. Idem. P. 31

update: 16/01/2010 hr. 03:16

Em um mundo em constantes transformações, todos estão em busca de novos caminhos, a igreja, porém...

Em Atos, do capítulo 10 ao 15, Lucas relata o processo de uma igreja que muda seu rosto, que passa de mera seita do judaísmo e assume sua posição frente aos desafios de sua época. É o relato de uma igreja que vai em frente e aceita desafios novos com discernimento e aproveita novas oportunidades de fazer o Reino de Deus crescer. O modelo no qual fundamentaremos nossa busca é este: a confrontação da igreja primitiva em seu encontro com o outro – os gentios. A confrontação começa no em Atos 10, em que Pedro é dirigido pelo Espírito Santo a testemunhar diante de Cornélio, um gentio que buscava a Deus. Enquanto isso acontecia, Pedro passou por uma mudança inquietadora no modo como via os gentios. A etapa seguinte trouxe mudança em um paradigma corporativo, à medida que grupos de cristãos judeus anônimos passaram a testemunhar a amigos gentios. A conseqüência disso foi o surgimento de uma igreja em Antioquia formada por judeus e gentios que se reuniam (At 11-13): isso precipitou uma crise, e convocou-se um concilio eclesiástico para definir o relacionamento entre os judeus e aqueles Outros. A decisão foi que os gentios não eram Outros, mas cristãos, exatamente como os cristãos judeus.

A igreja no século XXI tem novos desafios, um novo rosto, uma nova identidade, assim como em todos as eras da igreja. A globalização coloca a igreja frente a um desafio parecido com o do primeiro século da igreja: O de Renovação.

“O lado econômico da globalização acentuou as disparidades sociais no mundo. Por um lado, gerou uma riqueza e conforto sem precedente... Por outro, os cenários indicam que uma proporção maior de pessoas está sendo levada a formas extremas de pobreza1”.

Não tenho dados, mas sem muito esforço qualquer um pode notar o enorme enriquecimento de nossas “mega-igrejas”. E qual o significado disso pra população? Como pode haver tanto luxo dentro dos templos se a maioria dos membros são pobres? Creio que esse é o novo caminho da igreja no século XXI: Assumir um novo horizonte para sua ação missionária: a pobreza. Quem é o gentio hoje se não aqueles que são excluídos pela cultura da globalização? Essas mega-igrejas às vezes se comportam como um bizarro grupo guerrilheiro. Imagine um destes grupos, cujo objetivo seja o de agregar as suas fileiras o maior número de cidadãos do país e, depois de muito esforço, consegue agregar 50% da população. Entretanto, como esse era todo seu objetivo, este continuando com a maioria da nação não está no poder. Isto é, tem a maioria das pessoas, mas não mudou nada. A igreja que fecha os olhos para a realidade da pobreza comporta-se assim. Quer agregar a maioria nos templos, mas não influencia na forma de viver das pessoas, e em seu redor cresce a pobreza e a miséria. Essa é uma igreja que não escuta o clamor dos oprimidos, não sente o vento do Espírito e não sente no coração a miséria dos pobres excluídos.

2 Escobar. 2001.

José Miguez Bonino em seu livro intitulado, Rostos Do Protestantismo Latino-Americano, fala sobre quatro rostos do protestantismo na América-Latina: (1a). O Rosto Liberal; (2a). O Rosto Evangélico; (3a). O Rosto Pentecostal e o (4a). “Rosto Étnico”. Mas por fim fica a pergunta: será que são rostos distintos porque se trata de sujeitos diferentes? Ou seriam máscaras de um sujeito único?

O protestantismo na América-latina passou de estrangeiro a étnico em seu livro. O protestantismo é um sinal de contradição irreverente na América-latina. Notemos uma citação de Bonino: “[O Protestantismo é] uma forma do capitalismo norte-americano, elemento conquistador, amigo do capitalista e inimigo do operário, que se propôs, mediante suas escolas, seus templos e seus esportes, a americanização do povo”. Entretanto, podemos notar que as maiorias dos Cristãos são agora pobres. Agora somos amigos dos capitalistas e dos operários.

O protestantismo brasileiro de acordo com a maioria dos Historiadores é formado por três períodos: (1o). Protestantismo de Imigração; (2o). Protestantismo de Missão; (3o). Protestantismo Pentecostal. Gedeon Alencar acrescenta um quarto período: O Protestantismo Gospel. Seguindo o esquema de Alencar acrescento que o protestantismo brasileiro é gospel porque é de assimilação. Nosso período também é marcado por uma igreja institucionalizada em grande crescimento numérico.

A globalização não apresenta nenhuma novidade para a igreja. Primeiro porque ela foi projetada para ser global. Desde a promessa feita a Abraão, de que ele seria uma benção a todas as nações até a visão de João onde todos povos tribos e nações se encontram diante do senhor. Segundo porque a igreja foi a primeira a montar uma rede global (Conselho Mundial de Igrejas). Portanto, sugiro um quinto período no Protestantismo brasileiro: O Protestantismo da Equivocidade. O equívoco da igreja contemporânea é reindivicar para si o nome igreja, e Confundir a instituição com a Eclésia de Cristo.

O Protestantismo Brasileiro, não só o brasileiro, mas no mundo inteiro, é institucional. Essas redes Eclesiásticas, de instituição, evocam para si a tradição como verdadeira forma cristã de viver, promovendo equívocos sobre “verdades bíblicas”, que são na verdade tradição histórica ligada à instituição. Batistas dizem que batizar crianças é errado; Presbiterianos dizem que não. Pentecostais acreditam em um batismo do Espírito Santo, outros, de tradição histórica, acreditam que foi um batismo exclusivo para o primeiro século. Portanto, seguindo Brunner, o equívoco sobre a igreja, é global e institucional, e uma verdadeira cegueira espiritual.

Nem liberal, nem evangélico, nem pentecostal, nem étnico, nem de imigração, nem de missão, nem gospel,nem católico, mas equívoco, oportunista e controverso: Protestantismo Brasileiro, portanto, Latino-Americano. Trata-se de máscaras de um sujeito único: "cristianismo". Que expressam de forma incoerente a verdade do evangelho.